Estratégias argumentativas
Domine suas argumentações! Este post explora estratégias para desenvolver parágrafos convincentes em dissertações, conectando história e atualidade.
Gislaine Buosi

3 min read

4 years ago

Dicas Plataforma Redigir

O desenvolvimento das argumentações (parágrafos intermediários) é o instante de maior fôlego da peça dissertativa – sem dúvida, os examinadores se detêm ao miolo do texto, vez que exatamente ali está a capacidade de o dissertador convencê-los de que, além de dominar as técnicas redacionais (planejamento, gramática normativa, concisão, coesão, coerência), sabe em que medida o tema proposto impacta a sociedade, a cultura, a política, a tecnologia.

A boa fundamentação é responsável, principalmente, por privilegiar uma dissertação das demais, que, convenhamos, muitas vezes, beiram o senso comum.

Importante: ao recorrermos à História, muito comum nos demorarmos, tornando nossa dissertação não-argumentativa, mas apenas expositiva. Contrário disso, por vezes, mencionamos muito rapidamente um episódio histórico sem, de fato, conectá-lo ao tema enfrentado. É preciso buscarmos o equilíbrio.

Por exemplo: não convém ocuparmos vinte linhas para ligar o desemprego à atual Revolução Tecnológica. Entretanto, se mencionarmos, rápida e simplesmente, que “a Revolução Tecnológica é, em parte, responsável pelo desemprego que assola o mundo”, teremos uma argumentação precária, superficial, insuficiente, vazia e frágil.

Leia abaixo um parágrafo em que a Revolução Tecnológica foi mencionada - note que há um recorte histórico satisfatoriamente conectado ao tema, que contribuiu para o desenvolvimento do argumento lançado do tópico frasal/ideia central do parágrafo ("O Brasil coleciona 14 milhões de pessoas desempregadas").

Conforme estatísticas recentes assinadas pelo IBGE, o Brasil coleciona 14 milhões de pessoas desempregadas, número nunca antes visto. Não é exagero assegurar-se de que isso, antes de ser reflexo da má administração pública, é consequência da Revolução Industrial, que marcou a transição da economia agrária e manual para a mecanizada. Hoje estamos estamos às portas da 4.ª Revolução Industrial, qual seja, a Revolução Tecnológica, motivo por que o Brasil e o mundo devem preparar-se para os respectivos impactos.

Estratégias argumentativas:

Seja qual for a estratégia adotada para sustentar nosso ponto de vista, é necessária a progressão do raciocínio, ou seja, é preciso que, a cada parágrafo, haja informações, ideias ou argumentos novos, coerentes e coesos – um deslize, e podemos construir parágrafos intermediários que se parafraseiam entre si.

Entre tantas possíveis, conheça as eficientes estratégias a seguir:

  1. levantamento de causas e consequências;
  2. levantamento de argumentos favoráveis e contrários;
  3. contraposição entre passado histórico e contemporaneidade;
  4. leitura e interpretação crítica do infográfico de apoio.

Não são argumentos válidos

  1. Crenças. Ex.: O Estado não pode admitir a pena de morte, porque só a Deus pertence a vida do ser humano.
  2. Preferências pessoais. Ex.: A força policial deve intervir na apuração dos verdadeiros culpados pelas brigas entre as torcidas organizadas. (...) Fica claro que o time mais disciplinado e, consequentemente, mais bem preparado, é o Atlético Mineiro.
  3. Preconceitos. Ex.: Os grandes chefs espalhados mundo afora deveriam saber que cozinha é lugar de mulher.
  4. Sofismas. Ex.: Alguns torcedores do XXXX já foram denunciados pela prática de lesões corporais. Ao final do jogo de ontem, seis torcedores do time rival foram machucados. Todos os torcedores do XXX devem ser processados, condenados e recolhidos à prisão.

E então?

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Agora ficou bem mais fácil, né?

A gente vai se falando...

Prof.ª Gislaine Buosi

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